Ruby Braff é um cara rodado, com longa história no livro do jazz. Esse bostoniano (êpa!) tem um modo de tocar bastante tradicional: tem os pés fincados em terreno cultivado por Armstrong. O som exalado de seus instrumentos (corneta e trompete - embora seus trabalhos valorizem mais o som encorpado do primeiro) mantém-se com a aura do suíngue.
Estou ouvindo dois cds: Ruby Braff And His New England Songhounds v.1 e 2. Ambos contam com as participações de Scott Hamilton (tenor), Howard Alden (guitarra), Dave McKenna (piano), Frank Tate (baixo) e Alan Dawson (bateria). O clima é agradabilíssimo. Os músicos, todos de primeira linha, conseguem sustentar o pique (slow ou up) com uma gentileza que é para poucos. A comissão de frente, formada por Braff, Hamilton e Alden, parece que foi formada no berço, tamanho o entrosamento. McKenna não faz feio ao piano, do mesmo modo que Tate e Dawson, com seus respectivos intrumentos. Quem, como eu, curtir um som mais tradicional, vai gostar.Deixarei duas faixas no podcast Quintal do Jazz.









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