Antes de içar velas, deixarei mais um disco do grande pianista Red Garland. Um daqueles gravados no final dos anos cinqüenta (57, para ser exato) que o Predador disse ser dos melhores gravados por Garland, a saber, All morning long. sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Red Garland
Antes de içar velas, deixarei mais um disco do grande pianista Red Garland. Um daqueles gravados no final dos anos cinqüenta (57, para ser exato) que o Predador disse ser dos melhores gravados por Garland, a saber, All morning long. quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Dizzy Reece
Hoje, por exemplo, estou às voltas com um disco de um trompetista que pouco conhecia (creio que tem alguma coisa postada lá no jazzseen). Trata-se do jamaicano Dizzy Reece, que, não se desesperem, não é músico de reggae. As liner notes do disco afirmam que ele foi "importado" de Londres, em 1959, por Alfred Lion, um dos papas da Blue Note, que se deixou levar pela sonoridade do então jovem de 28 anos que destilava seu veneno nos botecos londrinos.Star bright marca sua chegada ao solo dos Estados Unidos. Chegada recepcionada pelo excelente time da Blue Note formado por Hank Mobley (tenor), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Taylor (bateria). O resultado não poderia ser outro: excelente.
Deixarei no podcast Quintal do Jazz o tema The rake, composto por Reece.
O disco está aqui no avax: here!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Pee Wee Russell
Lembro-me que, em 1982, meu irmão me deu uma clarineta (de ébano - está completamente desmontada em um armário). Junto com a clarineta, ele trouxe uns discos de dixieland. Pura festa, aquele som. Achei genial aquele som aveludado, aconchegante, mas que consegue impor uma grande dose de alegria quando devidamente solicitado. Provavelmente, naquelas coletâneas, devia ter alguma coisa com Pee Wee Russell, esse ícone do jazz.
Lembrei-me da cena por estar agora ouvindo um disco muito bom - Ask me now! - de Pee Wee, gravado em 1965, no qual ele divide a cena com outro músico que surgiu no meio dixie: o trombonista Marshall Brown (que também encara o trompete baixo). Só que, no caso desse disco, eles estão se arriscando na nova seara jazzística e interpretam, ao lado de alguns velhos standards, temas de Coltrane, Monk e, pasmem, Ornette Coleman. O resultado, para mim, ficou sensacional. domingo, 18 de janeiro de 2009
Curtis Fuller
Ah, meus amigos, mais duas boas coisas caíram no meu colo, via avax, enquanto eu brincava na rede. Não há como não falar disso: dois representativos discos de Curtis Fuller, o grande trombonista que a partir do final dos anos cinqüenta (não abdico do trema, como também defende meu parceiro Salsa: reparem como o u fica como uma cara sorridente) torna-se referência para a nova geração de trombonistas.
O primeiro é The opener, de 1957, sua primeira gravação para a Blue Note, ladeado pelas feras Hank Mobley (tenor), Bobby Timmons (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Taylor (bateria). Na bela balada A lovely way to spend an evening, que abre o disco, Fuller consegue nos convencer que ouvi-lo é justamente o que sugere o título da canção. O grupo, aliás, compõe a cena de modo sublime.
Em Hugore, quem inicia o passeio é o grande Mobley, admirável e versátil tenorista, com um solo na medida certa. Esse tema, mais balançado, permite a Fuller mostrar sua face hard. Ele mostra que sabe acariciar mas também sabe ser firme quando necessário. O disco ainda contém as faixas Oscalypso, Here's to My Lady, Lizzy's e Soon, nenhuma delas é dispensável.
Deixarei Hugore no podcast Quintal do Jazz
O link avax: here
PS - O segundo disco fica para o próximo post.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Chet Baker Boppin'
O título parece ser extemporâneo, considerando-se tudo que estava acontecendo com o jazz naquele período. O nome mais reflete o seu reencontro com o som e com os amigos ianques, pois ele estava retornando após uma estadia de cinco anos na velha Europa (provavelmente fugindo de alguma encrenca - amargou uma temporada em uma cadeia italiana). O fato é que Chet era um cara cool e não embarcava em qualquer onda.quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Crisis? What crisis?
PS - Pesquei lá no Don Oleari
sábado, 10 de janeiro de 2009
High Pressure
Veja só, por exemplo, o que achei (acho que no jazzever) a semana passada (o lp eu já possuía): High pressure, do grande pianista Red Garland. Esse é um bom disco entre muitos outros que a gente esbarra aí pela rede. Foi gravado em 1957, no famoso Hakensack, em duas sessões, contando com a participação de Saint John Coltrane, Donald Byrd (sem surdina), George Joyner e Arthur Taylor. quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
John Scofield & Ray Charles
Indiscutível a importância de Ray Charles para música pop moderna. Homenageá-lo, então, torna-se uma obrigação. O excelente filme dedicado a ele, dirigido por Taylor Hackford, é um bom exemplo de justa e bem feita homenagem. Outro bom momento é o disco That's what I say, de John Scofield.
O bom guitarrista, que, dizem, foi chamado de desafinado por Miles Davis, produziu um trabalho que condiz com a estatura de Ray Charles. Os arranjos conseguem unir bem o groove de Scofield com o peculiar balanço de Ray, tornando o disco bastante agradável aos meus ouvidos. Destaco o fato de Scofield estar usando pedais mais discretos, deixando o som de sua guitarra mais incorpado e permitindo que ouçamos mais suas peripécias com as escalas musicais (eu não gosto de efeitos muito carregados, que acabam embolando as notas e arranhando meus sensíveis tímpanos).
Deixarei duas faixas no Podcast do Jazz Contemporâneo. Digam-me o que acharam.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
The Rosenberg Trio
Estou ouvindo um disco de um grupo para o qual não me vem à cabeça nenhuma classificação que
não seja excelente. Trata-se do The Rosenberg Trio. Pelo menos nesse disco, que é o único ao qual eu tive acesso, o padrão musical é irrepreensível.
A única anterior notícia que eu tive desse trio foi durante a busca de uma música que eu só conhecia de partitura. Achei a música interpretada pelo grupo. E por aí ficou durante longo período. Em dezembro de 2008, em meus passeios noturnos pela rede, tropecei no cd Live in Samois, um tributo a Django Reinhardt. Que grata surpresa, senhoras e senhores. Creio que o espírito do cigano homenageado deve estar sorridente até hoje por causa dessa homenagem.

O trio é formado por Stochelo Rosenberg (guitarra solo), Nous'che Rosenberg (guitarra base - rítmo) e Nonnie Rosenberg (double bass). Vocês constatarão com facilidade que Django não é apenas homenageado, ele está presente no modo como o trio toca. Ele é influência direta e assumida. O swing e a mandada cigana transbordam em cada um dos temas executados pelos holandeses. Para mim, foi impossível interromper a audição.
Partilharei com vocês, ali no podcast Quintal do Jazz, os temas Belleville e It don't mean a thing
KW - simsimsábado, 3 de janeiro de 2009
Jazz Sahib
Ontem, sol rachando a moleira, fomos à praia, eu e as crianças. Objetivo 1: comprar uma prancha de surf (surfboard) e, 2, pegar umas ondas. É isso. Só assim para eu fazer exercício - dentro d'água, do marzão azul/verde de Manguinhos. Mar pequeno, para aprendizes, tostamo-nos ao ponto de camarão.
conta com duas formações: uma com Hank Jones (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Taylor (drums) e outra com Bill Evans (piano), Oscar Pettiford (bass) e mantém Art Taylor (drums).