domingo, 14 de setembro de 2008

A careca do Jason Lindner

O peso das pálpebras já me ameçava com um nocaute quando a big band de Jason Lindner foi anunciada (com apenas onze integrantes). Temi quando Eric McPherson iniciou um longo solo de bateria. Há quem goste, eu ficaria feliz com oito compassos, doze no máximo. Passados cinco ou seis minutos de pancadaria, eis que Jason Lindner e seus asseclas, enfim, assumem a ribalta.

O líder da big band chamou mais a atenção em função da sua calva estilizada do que como pianista. Os arranjos dos naipes, no entanto, estavam bons. O arranjador explorou bem as possibilidades ritmicas e harmônicas e permitiu aos músicos divagarem à vontade com seus instrumentos.

O time dos sopros reunia os trompetistas Duane Eubanks e Avishai (de novo), os trombonistas Joe Fiedler e Rafi Malkiel, Jay Collins e Anat Cohen (tenor), Miguel Zenon (alto) e Chris Karlic (barítono). Destaco as performances do baritonista e do tenorista/vocalista Jay Collins. Maior fica o destaque se considerarmos a excelente performance do naipe. O baixo ficou sob a tutela do incansável e sorridente Omer Avital (impressionante a disposição do camarada).
Encerrada as sessões da sexta, evitei os convites dos amigos para prosseguir na esbórnia ouropreteana e recolhi-me aos aposentos. Enfim, no sábado teria mais.

4 comentários:

Sergio disse...

Mas vc gostou do Lindner, Salsa? Ficou meio nebulosa a opinião. Acho que nem tanto, né? Eu gostcho! Sem contar que através de uma musica dele "Mary's Vibe For Mary Lou Williams", um jazzrap de responsa, ouvi falar e passei a conhecer e admirar a Mary L em questão.

Salsa disse...

Sérgio,
Lindner não me agradou como pianista, mas os arranjos dos naipes estavam bons. O fato é que, mesmo muito cansado, eu fiquei até o final do show.

FIGBATERA disse...

Eu acho um defeito do festival de O.Preto a programação de 4 shows para cada noite; 3 ficariam de bom tamanho.
O que acaba acontecendo é que o primeiro e o último ficam quase vazios. Nas vezes em que eu fui, não aguentei ver o último show inteiro em nenhuma noite...

Salsa disse...

Fig,
Nõ sei, não. Para mim, quanto mais melhor. O cansaço foi mais em função da longa viagem que eu fiz na sexta (quase sete horas ao volante).
Com uma leve relaxada antes do evento dá para segurar as ondas.