sábado, 9 de fevereiro de 2008

Bennie Wallace

Bennie Wallace já está na estrada há bastante tempo e tem uma significativa discografia. Desde 1978, quando lançou o seu primeiro lp, já gravou em torno de vinte discos. Destes eu só tenho três. Conheci o seu som recentemente e, isso me alegra, é um daqueles que nos permite dizer "o jazz ainda vive". O crítico do allmusic define seu sopro como uma mescla de Ben Webster com Eric Dolphy. Não entrarei na seara comparativa, não senhor. Basta-me tê-lo como um excelente saxofonista. Não posso negar que, apesar de uma certa reverência à tradição dos grandes nomes do sax, e também por isso, Wallace não recusa algumas aventuras experimentais. Bom. Tentarei comprar o seu último disco, uma homenagem a Hawkins. Enquanto esse não vem, vou curtindo uma homenagem anterior, endereçada ao seu, ao meu, ao nosso Monk. O disco foi gravado em 1981, pouco tempo depois da morte de Monk. Wallace está acompanhado por Eddie Gomez (baixo), Dannie Richmond (batera) e, em algumas faixas, com o trombonista mingusiano Jimmy Knepper. O resultado fez-me pensar em quão interessante ficaria o diálogo desse saxofonista com o o nosso maluco predileto. Ouçam Skippy e Ask me now, e depois reportem suas impressões.

9 comentários:

Vinyl disse...

Taí, no meu curto percurso ainda não havia encontrado esse cara. Achei o sopro bastante agressivo (em skippy) e suave (como deve ser) em Ask me now. Demonstra saber trafegar nas nuances da música.

Sergio disse...

Já estou baixando no soulseek um dele de nome 'Moodsville' (2002). Ainda não ouvi nem as músicas que vcs deixaram de prova pq, como já disse uma vez, ouvir, gostar e não poder ter o álbum é meio frustrante... Claro que não é reclamação, é só opção minha mesmo.

Por outro lado, estou postando este apelo em todos os blogs de jazz que conheço:

Venho por meio deste passar o chapéu, legal. Digo, o boné, na fé: alguma alma caridosa possui ‘The Outlaw’ e/ou ‘Mirrors’ do Joe Chambers?

Explico o mico do chapéu/boné: é que depois de ouvir a faixa "Mirrors" no álbum 'The Kickers' do Bobby Hutcherson, fiquei muito curioso sobre os solos do autor, Joe Chambers. Porém, antevi que pelos (meus) meios normais, esses discos serão impossíveis de conseguir num soulseek da vida, por exemplo. Blogs, investiguei todos. Nada. Já pelos métodos legais, dos que importam, vi os 2 álbuns no Amazon. E o Mirrors, o que mais me interessa, está a um preço tão surreal que nem acreditei. 5.99 dólares. Seria possível isso? E os impostos? Até se triplicasse + impostos - 6 X 3 18$ - uns 40 reais, pagaria, mas e se o álbum não for aquilo que espero? Além disso, insisto, não posso crer que seja tão barato. Enfim, se alguém tiver esses discos, o pedido está feito.
Obrigado,
Sergio.

Vinyl disse...

Sérgio,
pelo que parece o cara é um daqueles underrated. Toca com um monte de gente boa (Henderson, Miroslav Vitous, Sam Rivers, entre outros), mas não tenho nada dele como líder. Eu arriscaria comprar. Mesmo sem ouvir. O preço está irrisório.

Anônimo disse...

Sérgio,aprecio muito sua pessoa, mas tu sabe minha opinião a respeito de down loads "desnormatizados".Caso venha a São Paulo, procure-me que ouviremos o "Mirrors", sem fazer cópia ,aviso.Joe Chambers participava do grupo percussivo do M´Boom de Max Roach.Tenho outro álbum dele que se chama "The Almoravid".Além da bateria, o piano é seu segundo instrumento.Caso queria informações mais técnicas sugiro que entre em contato com meu amigo André Tandeta, grande baterista, pelo CJUB ou por seu e-mail que se encontra no expediente do blog.Edú

John Lester disse...

Salsa & Friends:

Vinho: Porta Reserva 2006 Cabernet Sauvignon & Carmenere - 100 pontos na John Lester Spectator - Descrição: Depois de garantir ao menos 12 botijas de cada uva, anuncio a Mr. Salsa e demais leitores esporádicos desse remediado blog que encontrei nas prateleiras do Supermercado Perin (Vila Velha - ES) uma daquelas afortunadas e raras bênçãos: um vinho de excelente qualidade, reserva até, por módicos R$25,00. Isso mesmo, duas uvas muito bem envelhecidas por 12 meses em barris de carvalho francês por apenas 25 reais. A vinícola Porta começa em 1954, quando a família espanhola Gutiérrez-Porta desembarca no Vale Alto Cachapoal, ao sul da cidade histórica de Rancagua. Inicialmente vendiam sua produção para as vinícolas chilenas tradicionais, até que, em 1991, decidiram lançar sua própria linha, sob o nome de Casa Porta, tornando-se assim uma das primeiras boutiques do Chile. Em 1997, a Viñedos y Bodegas Córpora SA compra a Casa Porta e, sob nova administração, inicia novo projeto, orientado sob o conceito de “terroir” e focando consumidores específicos, interessados em vinhos finos de pequenas vinícolas. Corra e aproveite!. Pais: Chile - Uva: Cabernet (Aconcagua) ou Carmenere (Maipo) - Produtor: Casa Porta - Tipo: Tinto - Preço: Inacreditáveis R$25,00.

Sergio disse...

Pô, valeu gente, o estímulo. Acho que vou arriscar a compra. Edu, respeito demais a sua opinião que se coaduna com a do Lester e tantos outros. O único fato que me intriga é o de vcs não usarem do artifício download ilegal - se legal não houver, acontece toda hora - e existir a intenção da compra, caso o objeto da curiosidade corresponda à expectativa. É o que digo sempre: se não conheço como saberei?

Espero que saibam tbm (pode até parecer ingênuo, mas é o mais puro dos desejos), que uma das funções principais do Sergio Sônico é a de que um freqüentador de lá me apareça um dia, nos comentários, escrevendo que conheceu o artista obscuro fulano de tal por lá se apaixonou pela música e arrematando todos os seus álbuns na loja de importados. Outro grande sonho meu (este maior ainda) é dar a oportunidade aos muito remediados, os realmente futricados de grana na vida, de poder conhecer a riqueza musical que ofereço por lá. Obrigando-o, de bom grado, a desligar aquele maldito rádio que ele tem em casa e que, até ontem, ensinava a ouvir (e até comprar, pirata ou legal) o último do Skank, CPM 22, o sucesso da novela das 8 da Ana Carolina e aquele hit que agora mais do que nunca, bomba nas paradas de sucesso do Bruno & Marrone...

Vejam como em dois exemplos simples – há outros tantos – tornei meus atos ilegais, legais pra caramba! E de suma importância! Tudo vai depender da consciência do indivíduo, gente...: quem pode compra, quem não pode, não tem mais motivos para permanecer na ignorância e pensando, por exemplo, que Jazz é música “dazelites”.

Valeu gente boa. Não posso deixar nunca de reconhecer que vcs ampliaram meus conhecimentos musicais a vera! De uma forma ou de outra, colaboram com o meu blog. Portanto, nunca deixem de visitar minha casinha.

Por falar nisso: ô Salsa, tas fazendo falta, meu camarada... Compre o vinho do Lester e dá um pulolá!

Abraços!

Anônimo disse...

Meu caro Sérgio,depois que um artista - omito o nome, por respeito - com mais de 80 gravações ,somente no exterior, de sua obra ,pediu as sobras do jantar que promovemos em minha casa pra homenageá-lo fiquei - fora a jurisprudência , mais enfático contra os downloads ilegais.A propósito "Moodsville" é ótimo , assim como Bennie Wallace de quem tenho mais 3 cds.Edú

Sergio disse...

Eu lembro dessa história que contaste já há um tempo no Jazzseen. Volta e meia um músico importante chia com isso dos dloads ilegais. Há os que apoiam entusismados e os terminantemente contra, enquanto isso, quem ama música e está make na bancarrota se esbalda. Ao menos esse prazer não nos vão tirar.

Bennie Wallace é um monstro. Ouçam:

http://www.zshare.net/download/763940245fe12e/

o link aí de cima é boa prova disso (uma provinha só, Edu, não é o álbum inteiro e clicando só se pode ouvir). Esse álbum, ou está arquivado com o nome equivocado ou é uma enorme raridade... Minto: acabo de encontrar a pista. O nome correto dele é "Disorder at the Border: The Music of Coleman Hawkins". Recomendadíssimo pros que quiserem arrematar na base do capilé. Consegui baixá-lo faltando uma música, a última de 16 minutos então é quase meio disco. E sei lá porque cargas d'água multilaram a obra. Mas quem provar verá que a coisa é de responsa...

Anônimo disse...

Sérgio,quando for ao RJ faço questão de levar um cd original do Bennie Wallace pra tí.Esse disco citado recebeu 4,5 de no máximo de 5 estrelas da revista "Down Beat".Não o conheço, mas parece ser um registro ao vivo gravado na Alemanha, como pretexto a um tributo à Coleman Hawkins.Mas os discos que conheço e tenho do Bennie Wallace agradam-me bastante.Edú