sábado, 10 de janeiro de 2009

High Pressure

O pessoal tem me alertado por estar facilitando links para download. A minha verve paranóica associada à minha histórica filiação à lei de Murphy faz-me ficar apreensivo. Um dia a casa cai - mais um pouco. Mas, putz!, os links estão disponíveis na rede - são milhares e milhares - e eu só estou mostrando alguns (não faço uploads). Se vocês visitarem alguns dos blogs listados ali ao lado, vocês ficarão chapados com a profusão de gravações dos mais diversos estilos disponibilizados aos navegantes.

Veja só, por exemplo, o que achei (acho que no jazzever) a semana passada (o lp eu já possuía): High pressure, do grande pianista Red Garland. Esse é um bom disco entre muitos outros que a gente esbarra aí pela rede. Foi gravado em 1957, no famoso Hakensack, em duas sessões, contando com a participação de Saint John Coltrane, Donald Byrd (sem surdina), George Joyner e Arthur Taylor.

Garland é realmente uma máquina de produzir som - são inúmeras as gravações que ele nos legou entre os anos cinqüenta e sessenta. É um daqueles que sempre privilegiam a melodia, mas sem deixar de se arriscar em construções harmônicas cheias de acordes marotos (daqueles que abrem imensas janelas para o improvisador da vez se deleitar). Aí, meus amigos, Byrd e Trane deitam e rolam. Observem como os dois sopradores brincam à vontade.

Deixarei a belíssima balada Solitude (Ellington, Mills e DeLange), que me deixou emocionado, no podcast Quintal do Jazz

10 comentários:

John Lester disse...

O que seria de nós sem Coltrane?

Grande abraço, JL.

João Luiz disse...

Com a mesma formação desse disco, Red Garland ainda nos brindou com dois outros albums: "All morning long" e "Soul Junction", ambos também de 1957. Os críticos preferem "All morning long", mas na realidade são 3 albums muito bons. A conferir!

Luiz Antônio Scarparo Maciel disse...

Meu caro,
Viva!
Primeiro, deixe-me cumprimentá-lo pelo belo blog! De fato, são informações preciosas, as que tem postado aqui!
Só uma coisinha. Guitarrista sou e sempre achei o Scofield, de todos os da sua geração (Larry Carlton, Lee Ritenour e outros quetais) o mais purista de todos, sempre usando "pedais discretos" em suas excelentes semi-acoustic guitars Yamahas ou Gibsons, permitindo aos nossos sensíveis ouvidos todas, absolutamente todas as notas perfeitamente "ouvíveis"!. Um grande abraço, fique muito bem, e tenha um belo e pleno 2009!

Salsa disse...

Prezado Luiz (meu xará),
Entre os citados, também prefiro Scofield (tenho uma boa parte de sua discografia). No entanto, em alguns discos com Miles (bem fusion) e outros posteriores, eu achei o som bem agressivo. Pode ser em função das composições, sei lá. Retornarei aos discos para verificar. O fato é que eu gostei bastante deste que postei e um outro (também postado), o último, creio, que é excelente (assisti o show em Rio das Ostras). Acho, pois, que seus discos mais recentes estão mais "límpidos", mais "puros". De qualquer modo, Scofield é um guitarrista que eu não dispenso da minha discoteca.
Valeu a visita e o comentário.

Sergio disse...

Nintendi não, Salsa. A parte da apreensão em re-repostar o já postado e que, convenhamos, você nem postou inteiro.

Grato pela capa do Red "High Pressure". O disco eu já tinha.

Tás vendo como nadianta nada? Os trombadinhas da Rede sempre levam uma vantagem...

Abraço.

edú disse...

Gosto bastante do Ronnie Ben-Hur,Earl Klugh (quando toca jazz, ocasiões raras)e Russell Malone( toca com coração - segundo um músico amigo).No Brasil, Hélio Delmiro sobra e Marcos Tardelli é o craque do violão de seis cordas

Don Oleari disse...

Tem nada não, Salsa!
Parodiando o Lester, o que seria de nós sem vocês postando ou rerepostando tanta coisa deixada pelaí até por alguns tidos como gênios, nememo?
No mais, no apóscalipsonau se acerta...
Abraço, brigadú do monki de auditório,
Oleari

Quietinha disse...

ta lindo, é generoso, é de bom gosto, seria bater em criança.
Se não fosse assim como eu iria conhecer tanta coisa gostosa.
Continue ! Por favor.

martins . disse...

olá salsa, parabéns pelo blog de qualidade.
olha, a troca de arquivos em MP3 no Brasil não é crime. a venda pirata dos mp3 para obtenção de lucro é que é ilegal. caso alguém acuse o blog de uso ilegal dos arquivos mp3, terá que provar que vocês estão lucrando com isso. fica frio.
: )

materials disse...

It seems different countries, different cultures, we really can decide things in the same understanding of the difference!
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