segunda-feira, 9 de junho de 2008

James "Blood" Ulmer & Vernon Reid

O backstage estava vazio. Fui para a frente do palco ver se tinha alguém conhecido. No palco, James Ulmer e Vernon Reid passavam o som. Um jovem se aproximou e se apresentou como editor-chefe-faz-tudo-aspone do sítio Jazzman!. Estava acompanhado por outro jovem, jornalista da Guitar Player, e uma moçoila já me ajudara com o bom e velho "debuk izond têibou" durante as entrevistas.

Os jovens estavam apreensivos quanto a Ulmer. Diziam-no paranóico ou algo assim. Fiquei grilado, mas o que eu constatei foi apenas o laconismo do velho guitarrista. As suas respostas monossilábicas reduziram a coletiva a parcos minutos. Por outro lado, Vernon Reid mostrou-se o prolixo de plantão. Falou pra caramba - pena que eu quase nada entendi. O que me interessava mesmo era o palco. Ali, meus amigos, o que eu esperava (um pouco preocupado, é certo) não foi demonstrado na passagem de som: as tais viagens sonoras free de Ulmer (como quando tocava com Ornette Coleman), ou alguma coisa à moda da Music Revelation Ensemble (que já contou com figurinhas tipo David Murray, Arthur Blythe e e Hamiet Bluiett).

O que rolou mesmo foi algo menos experimental: o tal do blues, com uma roupagem interessante, com pitadas funky. O grupo tocou escaleta e Hammond (Leon Gruenbaum), violino turbinado (Charlie Burnham), harmônica (David Barnes) e também contou com Aubrey Dale (bateria) e Mark Peterson (baixo). Mas a pedreira mesmo ficou por conta das guitarras. A dupla James "Blood" Ulmer/Vernon Reid proporcionou bons momentos para a galera blueseira que lotava o espaço da Lagoa Azul. As distintas gerações (e distintos percursos)não ocasionaram nenhum atrito, pelo contrário, mostrararam-se bastante próximas. A linguagem usada, enfim, era a mesma: a boa música.

3 comentários:

Vinyl disse...

Salsa, eu tenho alguma coisa do Ulmer, caso você queira.
Parabéns pela excelente cobertura do evento.
Você merece alguns dias de descanso. Eu e CD assumiremos o ofício.

John Lester disse...

Êta inveja! Só não é maior porque teve mais blues que jazz.

Grande abraço, JL.

Gabriela Galvão disse...

huahahuhauh

Am... Ai q vontade q dah! ; )