domingo, 12 de abril de 2009

Vocês conhecem Arild Andersen?

Só vim a reparar no trabalho do baixista norueguês Arild Andersen por ele ter participado das gravações do último cd do pianista capixaba e meu amigo Fabiano Araújo. Abro parênteses: o cd foi gravado em Portugal, sob a produção do lusitano amigo Pedro Treppa, com as participações, além de Arild, do baterista Alex Frazão e do saxofonista lusitano Zé Nogueira (excelente) e outro saxofonista cujo nome me escapa. O disco de Fabiano é todo com temas do Calendário do som, de Hermeto Pascoal. Estamos aguardando a chegada do novo filhote.



Retornemos a Arild. Ele tem uma longa história (mais de trinta anos) com a gravadora ECM - o que explica eu não conhecê-lo -, com parcerias com a vasta gama de músicos daquele selo, entre eles Garbarek, Frisell, Mouzon e até Naná Vasconcelos. Seus trabalhos são preponderantemente ligados ao jazz contemporâneo - desde o fusion dos anos setenta ao som mais cerebral desse início de século. Eu tive acesso a alguns desses trabalhos e resolvi apresentar-lhes dois momentos diferentes.



No primeiro, bastante roqueiro, intitulado Molde Concert, o baixista está acompanhado por Bill Frisell (g), John Taylor (sax) e Alphonse Mouzon (d). Creio que agradará àqueles que são chegados na vertente fusion.



No segundo, Live at Belleville, mais recente (gravado no final de 2007), Arild está acompanhado por Paolo Vinaccia (bateria) e Tommy Smith (sax). Esse disco foi bastante festejado pela crítica européia e deve ter sido um dos fatores que inflenciaram em sua escolha como o melhor baixista de jazz europeu do ano de 2008. Aqui o som é mais cerebral e traz uma versão flutuante de Prelude to a kiss (eu sempre acho muito difícil tocar com andamento tão lento - o grupo tem que estar super conectado senão a coisa degringola geral). É um disco muito bem cuidado e, com certeza, agradará aos apreciadores do gênero.



Deixarei uma faixa de cada disco no podcast do Jazz contemporâneo.



Os links: here & there

6 comentários:

Sergio disse...

O Salsa, salvou meu dia. Queria escrever melhor pra passar aquela idéia de jazz no buteco, cuja música se faz no som da ambiência. A idéia é boa, e pra falar a verdade é de um amigo q me chegou na empolgação de um dia bo e saiu com essa história. Achei q era uma boa comparação e tasquei lá pra ilustrar o disco - muito louco, por sinal - do Mal Waldrow;

Agora vou baixar a tua dica.
Se bem entendi, o 1º link é do disco mais fusion e o outro é do mais tradicional jazzy, tou certo? Tudo bem. De qualquer forma ia baixar os 2 mesmo...

Sergio disse...

É, seu Salsa... pelo andar da carruagem vou gostar mais do fusion do q do 'trade' q achei um tanto arrastado.

E o Friesel é um monstro.

Salsa disse...

O segundo é mais cerebral - não é "trade". Os europeus tendem a deixar o suíngue de lado.

Sergio disse...

Pois é. Trade não era a palavra. Desde quando escrevi soube disso, mas foi o q veio. O q queria dizer era 'orgânico'. E é verdade isso q disses, os europeus no jazz parece q não tem tanto swing.

Sergio disse...

Nem só no jazz, né?

Fabiano disse...

a chave do jazz europeu, ao que me parece, está na capacidade de criar espaços, dizer muito com o som. e também no nível de interação, diálogo entre os músicos. Uma dica para quem tiver curiosidade sobre essa apreciação é ler as críticas dos ouvintes europeus ou americanos (já li uma afiadíssima de um australiano) sobre esses cd`s no site amazon.com.
Vou deixar um link pra dar um pontapé. http://www.amazon.com/Goodbye-Bobo-Stenson/dp/B0009VJZ1U
abração