quarta-feira, 1 de abril de 2009

Taylor's wailers

"Baterista é uma raça complicada: bom com eles, bem melhor sem eles". Essa frase foi proferida por um pianista paulista, cujo nome não me recordo, só para implicar com o baterista do grupo. Ele continuou: "eu sempre toco com o revólver ao lado do copo de uísque, se o batera começar a espancar os pratos eu mando bala". Rimos. Marcão, o batera, bem humorado como poucos, é fã de Arthur Taylor, e, lembrand0-me disso, dedico esse post ao velho camarada que há muito não vejo nem ouço.


Hoje, logo que acordei, às 6:20', liguei o som e ouvi o cd Taylor's wailers, gravado em 1957, com aquela moçada já conhecida de todos: Charlie Rouse (tenor), Donald Byrd (trompete), Jackie McLean (alto), Ray Briant (piano) e Wendell Marshall (baixo) - a participação especial fica por conta da presença de Coltrane, Garland e Chambers no tema C.T.A.


Art Taylor (1929, NY) é um dos mais respeitados bateristas da história do jazz. Começou sua carreira com Howard McGhee, creio que em 49. Pouco depois já estava acompanhando Coleman Hawkins e, na sequência, não mais deixou de ser companhia para os grandes jazzistas ( de Franco, Powell, Gigi Grice, Garland, Miles e os cambau). No disco que agora ouço, Art mostra um pouco da sua aprimorada técnica com a desenvoltura que lhe é característica. Ricumendo semvacilar.


Ouçam Batland no podcast Quintal do Jazz.


O link: here

12 comentários:

Francis disse...

Mister Salsa, será que você precisou colocar a hora que você acordou hoje porque você tem o hábito de acordar muito tarde ?

Salsa disse...

Minha agenda:
5:00h - corrida na praia
6:00h - ducha
6:15 - café
6:30 - ler jornal
7:30 - consultório
hoje eu acordei tarde.

Vinyl disse...

Rá, só rindo.
Mas o disco é excelente.

Sergio disse...

Salsa, vc conhece a outra q não a Amélia? Nuca vi fazê tanta exigência, ô meu deus!

João Luiz disse...

Pô Salsa! Ninguém acredita que você acorda cedo. Eu também não, mas o disco do Arthur é muito bom.

Salsa disse...

Ufa, ninguém precisa acreditar,
mas eu tava ali fazendo as séries de abdominais ao som do art. Agora vou comer uma saladinha de alface e uma alcachofra recheada com tofu.

Sergio disse...

Seu Salsatleta, continua malhando, se bem alimentando, se inscreve numa maratona (de preferência uma pela metade tipo São Silvestre) q tenha boa exposição, fantasie-se de saxofone pra gente em casa saber q é vc e... prá cima deles!

Nem vim por isso, o Artur postado já tinha, mas... pq perder a viagem?

Então, seguinte: vcs conhecem os solos de Charles McPherson? “Con Alma! [1965]”, “From This Moment On [1968]”, “Siku Ya Bibi” 1972 e, principalmente, “Bebop Revisited” 1964?!!! Até ontem eu não tinha nada solo do cara, rapá! Só conhecia de ouvir falar... Diria a bichinha: tô bege!

edú disse...

Bacana esse novo lay out.Mais arejado e convidativo.Esta mais arrumado q "noivo" de miss.

Sergio disse...

Em tempo, é verdade, no afã de ser engradin, esqueci de elogiar. "noivo" de miss é melhor q filho de barbeiro. Então faço minhas as palavras de Edu.

JF disse...

Sua Obra divulgadora é surpreendente e elucida bem a boa música. Texto leve e bom de se ler.
Bom gosto e resenha bem orientada. Com certeza irei divulgar no meu Blog.
Abraços.
JF- Blog SérieEchoes

Salsa disse...

Valeu, JF.
Depois eu farei um link aqui no meu quintal.

Sergio disse...

Seu Salsa, seu Vina e seu Edu: assim q eu conseguir me distanciar desse disco (último postado no sônico) - mentira! Vou gravá-lo e levar pro butiquim, não dá pra manter distancia - deixo vcs em paz. Mas, ó Salsa, se vc disser q é "agradável"... favê o q? Vou ficar mei sentido.

Abraço!