sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Mulligan e Hamilton

Em primeiro lugar, peço desculpas pela longa ausência. Como já lhe disse, caro Vinyl, o fim de ano está pesado. O bom é que, em uma das inúmeras viagens, achei um disco cuja classificação não pode ser menor do que "elegante". Achei numa lojinha de usados, em Goiânia, no meio de um monte de discos breganejos, o cd Gerry Mulligan Meets Scott Hamilton - Soft Lights & Sweet Music. Vinhas, meu chapa, não pude deixar de postar mais esse disco com a presença do tenorista Hamilton. A união do maior barítono de todos os tempos (é só minha opinião de amador) com esse tenorista que traz na alma a alma do suingue e do cool não poderia resultar em outra coisa: eu descansei quando ouvi. O encontro faz jus aos anteriores, realizados a partir dos anos 50 e protagonizados por Mulligan e seus comparsas do jazz Desmond, Webster, Hodges e Getz. O disco foi gravado em 86 e relançado em 2006, com a cozinha equipada com os instrumentistas Jay Leonhart (Bass), Mike Renzi (Piano) e Grady Tate (Drums). Deleite-se com a faixa-título e com Ghosts (um tipo de fantasma que eu gostaria que me assombrasse pro resto da vida).

6 comentários:

Salsa disse...

Depois que eu ouvi alguns dos discos de Hamilton, tornei-me um fã. Esse eu ainda não conheço (e não estava no disco que Vinyl presenteou o Clube das terças). espero que o Vinhas tenha.

Vinyl disse...

mas que coisa! O povo fica discutindo acento e esquece a tônica: o jazz. CD, estou pensando em regular os comentários, o que você acha? Você postou um disco muito bom e ninguém se tocou. Mulligan e Hamilton estão muito bem, e a cozinha também. Valeu o post.

Sr do Vale disse...

Legal esta katacumba, ou digo, JAZzigo, com certeza há coisas boas a serem ouvidas e comentadas.
obrigado.

Guzz disse...

Salsa,
Scott Hamilton é "o cara".
Procure ouvir seu disco ao vivo "Second Set" e "Groovin High", este com o Spike Robinson e Ken Peplowski.
Obrigatórios !

Ele tem uma sonoridade muito particular.
Tenho um DVD dele com o Harry Allen que, definitivamente, a casa cai!!

Abs,

cd disse...

Bem-vindos à casa srs Guzz e do Vale.

F. Grijó disse...

Só a presença de Grady Tate temperando na cozinha já garantiria a sobrevivência dos sopros. E Mulligan, sempre vitaminado, deve abrir caminho para Hamilton deitar e rolar.
Não conheço o disco. Assim que li a resenha, tentei buscá-lo na web (informações, apenas, porque me recuso a downloads, por enquanto). Não achei muita coisa sobre.
O Jazzigo faz um bom trabalho.