segunda-feira, 31 de março de 2008

Gil Melle

Eu não entendi por que o comentarista do Allmusic disse que o disco Primitive modern/Quadrama (dois reunidos em um cd), do baritonista Gil Melle, é apenas para seus fãs. Os discos, que foram gravados entre 56 e 57, antes do baritonista partir para a área das trilhas sonoras e música eletrônica (depois virou artista plástico), não me pareceram tão "difíceis" de serem apreciados. Eu até que fiquei meio apreensivo com a primeira faixa de Primitive Modern (Dominica), mas o susto logo foi substituído por uma boa impressão. Os arranjos são bem articulados, valorizando sobretudo o diálogo entre a guitarra e o barítono. Baixo (Bill Phipps e George Duvivier, respectivamente) e bateria (Ed Thigpen e Shadow Wilson, também respectivamente) mantêm-se na condução, muito bem equilibrada diga-se de passagem, sustentando os fraseados de Gil e Joe Cinderella (o guitarrista). Deixarei para vocês um tema com nome de personagem de quadrinhos do Angeli: Walter Ego (de Quadrama) e Dedicatory Piece To The Geophysical Year Of 1957 (de Primitive modern).


8 comentários:

cd disse...

Realmente, não dá pra emtender. É o tipo de cd que eu gostaria de ter na minha discoteca.

Sergio disse...

Gil Melle á muito bom.
CD, prova esse aqui

http://www.zshare.net/
download/9919966c069663/

cd disse...

Já fui lá. Valeu

Salsa disse...

Estava conversando com João Luis sobre esse disco. Para ele, esse é um disco complexo e de difícil digestão. Eu não concordo. Parece até que ouvimos coisas diferentes. Achei as construções fluidas e palatáveis. Se ele anunciava os novos tempos que chegavam, não chegou a alcançar a ousadia de Mingus, por exemplo. Som leve.

João Luiz disse...

No dia em que ouvi o disco pela primeira vez, devia estar de "ovo virado". Ouvindo-o novamente, descobri alguma coisa aproveitável. Quadrama é melhor do que Primitive Modern, mas em ambos tem muita coisa pouco digestível e não tão palatável como disse mr.Salsa. Gostos e gostos: música é para se ouvir e não para se discutir. Ou gosta-se ou não.

Vinyl disse...

Vou meter a colher na conversa.
Não concordo, não, sr. João. Esse papo de gosto não se discute torna a vida um saco. Quando a gente troca idéias e identifica aquilo que nos agrada e/ou desagrada a nossa percepção pode ser alterada. Às vezes, por acomodação - tendemos a ela -, evitamos novas experiências. Quando alguém aponta aquele detalhe que nos escapou numa primeira audição (e que pode ter nos causado algum desconforto)pode acontecer de superarmos nosso comodismo e até, quem sabe, passarmos a aceitar mais um determinado músico. Pelo que parece, foi justamente o que aconteceu a partir da sua conversa com o Salsa.

João Luiz disse...

Se fossemos, sr.Vinyl, prolongarmo-nos trocando idéias e discutindo sobre novos experimentos em jazz, o que agrada e o que desagrada, etc... iriamos ficar 30 anos "rolando papo". Valeu como experiencia o disco citado do Gil Melle, mas a mim não de agradou como um todo consistente em matéria de jazz. Respeito seu ponto de vista, mas se a tal "nova experiencia" fosse tão boa, Gil Melle por certo a repetiria em outros discos, o que nunca mais aconteceu. Portanto.....

Anônimo disse...

El Deado Filo!

Scorro! Alto! por favor!

El Reposto?