terça-feira, 24 de março de 2009

Bill Berry

O meu parceiro Salsa disse-me que não era muito chegado em bigbands ou orquestras, que preferia ouvi-las ao vivo do que em discos. Creio que a medida certa para o paladar auditivo do colega está num disco que me agradou bastante por diversos aspectos. Em primeiro lugar a "orquestra" tem sete membros. Em segundo (e principal) são os arranjos, nada histriônicos (sem aqueles ataques ensurdecedores dos metais que algumas orquestras insistem em manter), comedidos, que nos permitem ouvir os instrumentos em suas nuances. O terceiro e não menos importante, é que são temas de Ellington.

Duke é um músico que merece todas homenagens (lançaram até moeda com sua efígie), e é justamente isso que o cornetista Bill Berry faz ao comandar seu excelente grupo. For Duke foi gravado em 1977, ao lado de Britt Woodman - trombone; Marshal Royal - alto saxophone; Scott Hamilton - tenor saxophone; Nat Pierce - piano; Ray Brown - bass e Frankie Capp - drums. Destaque-se que todos, com exceção de Hamilton, tocaram na orquestra de Ellington, fator que propicia uma grande intimidade com a linguagem ellingtoniana que perpassa todos os arranjos. É um disco que honra qualquer discoteca.

Ouçam ali no podcast Quintal do Jazz.

O link: HERE!

14 comentários:

jazzlover disse...

Nunca ouvi nada de Bill Berry porem neste "For Duke" toca o Scott Hamilton que,em minha opinião é um gigante no sax alem é claro do Ray Brown tb fantastico.
Muito obrigado pelo post !

Salsa disse...

Ouvi e gostei. Concordo com jazzlover em sua opinião sobre Hamilton, mas o reto do time também é sensacional. Marshal Royal manda bem pra caramba. Valeu, Vinyl.

INDICOESSE disse...

noss., quando tiver nas férias vou querer ficar mais por aqui, pra ver a maravilha do Jazz!
Achei muito legal o blog!
Quero voltar , tudo de bom Salsa e Merenge, rsss!

INDICOESSE disse...

Eu conheço pouco de jAZZ mas Neil Armstrong e Net King!!!Just!

Sucesso ae!

Anônimo disse...

Neil Armstrong era astronauta também? Tocava trompete e guiava uma nave?

Sergio disse...

Sacanagi, anônimo. Indicoesse confundiu as naves-pilotos. Acontece.

E vcs, ô de casa... Cestão phoda! Dá um tempo pr'eu ouvir o álbum da postagem anterior, galera...

Bem, reclamações a parte, por falar em orquestras, outro dia li no jazzseen o nome de um sujeito da pré-história do jazz, Buddy Bolden. Encontrei boa bio, em português do cara neste endereço: http://www.ejazz.com.br/detalhes-artistas.asp?cd=107

Depois fui atrás de alguma gravação original do mesmo (remasterizada, claro). Acho q não será tarefa fácil, certo? Buddy Bolden, nascido em 1877, devia estar no auge ainda na entrada do século 20 - até porque morreu em 1933 – então se existiram gravações da época, o som deve ser inaudível, certo?

Aqui entra a orquestra: encontrei um álbum dedicatória: “Malachi Thompson & Africa Brass (Buddy Bolden's Rag) de 1991”. Bom, se Salsa não é chegado numa orchestra, a desse Malachi Thompson, acho que ele nem se aproximaria. Achei tudo cheirando a mofo, mesmo sendo safra 91, histriônico toda vida.

Alguém sabe como se pode se aproximar um pouco da obra de Buddy Bolden sem esses sustos?

Salsa disse...

Ih, velho, tudo que eu ouvi sobre Buddy foi folclore. Dizem por aí que alguém, não sei quem, teria uma gravação do cara e ponto.
Pergunte ao Lester, ele tem informações sobre o mito urbano Buddy Bolden.

Sergio disse...

Ih, o BB é um raro espécime de mito folclórico, é? Pho.deu. Fiquei a fim de tê-lo. Pois é seu Salsa... Só depois de véio, alguns muleques descobrem q não se pode ter tudo na vida. Antes tarde do que nunca, né? Esse é o point.

edú disse...

Não há nenhum registro ou vestigio de alguma gravação de Buddy Bolden.Ele desceu - por vias misteriosas no Jazzseen - numa fase mas se dissolveu no ar.O consenso é q o sujeito foi o patriarca do jazz.

Érico Serra disse...

Prezados amigos,

esse CD é muito bom e foi lançado no Brasil pela TRAMA há alguns anos. O repertório é impecável, assim como os arranjos.
Caro Salsa, que vc. acha de fazer um show aqui em São Luís do Maranhão? Como faço prá entrar em contato com você?
Abraços a todos os tripulantes e passageiros da "nave" jazz backyard!

Salsa disse...

Prezado Érico,
Sou apenas um músico amador. Toco em um bar (Balacobaco) há quatro anos, convidando amigos que curtem jazz.
Cheguei a gravar um cd (que está à disposição no site loronix), mas a coisa para por aí. Se um dia eu for a São Luís, a gente faz um sonzinho.

Sergio disse...

Rs., rs., rs... Ô, Salsa, vc é um figuraça.

Daqui tbm vem um convite. Quando vier por cá, conto com a sorte de morar mais próximo, venha com tempo, avise com antecedência, conversemos sobre estadia, se tens ou não - e que o salsamóvel dessa vez não seja assaltado! já bati na madeira - lugar de amigo(a) pra mandar uma canja, "fazer um sonzinho", não faltará.

Érico Cordeiro disse...

Grande Salsa, quanta modéstia!
Sei que você é um músico bastante competente (embora não tenha tido a honra de ouvi-lo pessoaalmente)e, mais importante, que conhece e gosta de jazz.
O negócio é o seguinte: sou presidente da AMATRA XVI ( www.amatra16.com.br ) e estamos implantando o Projeto Café Filosófico (o nome é meio pomposo, mas a proposta é fazer um diálogo multidisciplinar envolvendo várias áreas do conhecimento, inclusive no âmbito cultural).
Assim, pensei em montar um evento no qual você ministraria uma palestra sobre o jazz (origens, aspectos históricos, principais correntes, artistas mais importantes, etc...) e em seguida teríamos o seu show. Por conta da escassez de recursos, creio que um trio ou quarteto seria bem bacana (ou seja, pelo menos por enquanto, nada de big band).
Se vc. tiver interesse em desenvolver esse projeto, por favor entre em contato comigo pelo telefone que está informado no rodapé do site da AMATRA XVI (se eu não estiver no momento, passe o e-mail ou telefone para o Nílton, o nosso secretário), a partir das 08:00.
Grande abraço e parabéns pelo blog - fico contando as horas para ler os novos posts e dicas de CD's.

Salsa disse...

Ok!
A gente se fala.