quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O trompete de Mitchell

O meu primeiro post musicado não seguirá nenhum critério hierárquico. Não pretendo ficar estabelecendo listas de melhores e piores, ou do mais ou do menos importante para o jazz, pois, para mim, todos estão no céu, todos estão ao lado de Deus. Quero apenas partilhar a música desses santos. Começarei com um trompetista (que, dizem por aí, é um instrumento usado classicamente para derrubar muralhas).
Creio que Richard Allen (Blue) Mitchell (*1930 +1979), ao saber que o câncer estava devorando suas vísceras, encontrou na música o bálsamo para a dor que o dominava. Não sei se foi assim que aconteceu, apenas especulo. Sei apenas que, apartir de 1958, como band leader, a sua produção é extensa. Quando faleceu, em 1979, Blue Mitchell já havia gravado pelo menos uns trinta discos. Desses, eu só possuo uns poucos. Entre eles, o lp The cup bearers, gravado em 1962, para a Riverside. Vocês poderão conferir a sonoridade intensa desse jovem músico, que, confiram na capa, está acompanhado por Junior Cook (cujas intervenções com o tenor estão ótimas), Cedar Walton, Gene Taylor e Roy Brooks. Ouçam com atenção Turquoise, Dingbat blues e Cup bearers

4 comentários:

Anônimo disse...

Maravilha, fale "bem ou mau" aos mortos pois eles não poderão se defender. Parabéns pelo Jazzigo do Jazz.Albert

Vinyl disse...

Valeu, Albert. O jazzigo é seu. Aguardamos mais visitas.

Guzz disse...

e pode ter certeza Vinyl, o trompete realmente derruba muralhas...
assim foi com Mitchell, Lee Morgan, Miles, Gillespie e Louis, claro !
E Mitchell realmente é um dos meus preferidos e seu som tinha um ingrediente muito particular que era sua pegada blueseira

abraço

Anônimo disse...

Demandou uma “pesquisinha prévia” e, enfim, descobri q Jericó ,com seu instrumento de sopro, pulverizou a muralha.Presumo q todos somos pessoas de bem.No seis meses em q fui "emprestado" pra trabalhar em Brasília percebi q esse tipo de gente é rara nessa área do planalto central.Voltando ao jazz, q em seu abecedário só consigo chegar ao "d".Se os compêndios do jazz abrem espaços gigantes para os precursores ou inovadores, músicos de enorme desembaraço técnico com timbre fluente e vigoroso, tanto nas baladas, quanto nas rajadas sonoras do " hard bop", merecem menor espaço nos verbetes.Esse é o caso de Blue Mitchell , um dos grandes músicos dos anos 60 q essencialmente se divertia em fazer sua musica.Deixando desclassificar-se em estilo ou corrente.Apreciava tocar pela atitude em sí, "R&B", Blues em conjunto a sua carreira no jazz.Foi um dos primeiros empregadores de Chick Corea, uma demonstração anti-racista em plenos anos 60 nos EUA.Já tive 5 cds dele ,e passei pra frente três.As pessoas se modificam com o tempo e as afinidade musicais , da mesma forma.Mantenho: The Thing To Do e Big Six.Boa sorte no blog , o nome é “bacana”.Edú