Aaaah, que maravilha!, voltei ao bom e velho jazz. E em grande estilo. Na radiola, rodando com a elegância que lhe é peculiar, um dos bateristas que me conquistaram com maior facilidade: Stan Levey. Já comentei sobre ele em outra oportunidade. Aqui, em Grand Stan, gravado em LA, em novenbro de 1956, ele se faz acompanhar pelos seus camaradas Conte Candoli (tp), Frank Rosolino (tb), Richie Kamuca (ts), Sonny Clark (p) e Leroy Vinnegar (b) - alguns desses participaram do disco anteriormente postado.Natural de Filadélfia (1926), Stan Levey sempre gostou de dar pancadas. Seguindo seu instinto, pensou em tornar-se boxer, mas, para nossa sorte, ele percebeu que distribuir bofetadas não era o melhor caminho a seguir. Aos dezessete, já estava encarando a bateria ao lado de Dizzy Gillespie (1942). Sua sutileza ao conduzir seu instrumento logo o levou a ser um dos bateristas mais solicitados no cenário jazzy - participou de aproximadamente 1400 gravações com os principais nomes do jazz (Parker, Sims, Tatum, Webster, Gordon, Shank, Stan Getz, John Lewis, Ray Brown, Sonny Stitt, Barney Bigard, Gerry Mulligan, Vince Guaraldi, Lee Konitz são alguns entre outras dezenas de jazzistas com quem partilhou sua habilidade). Em 1975, Stan saiu de cena e entrou numas de ser fotógrafo (pelo que parece ele se deu bem na profissão) e nos deixou definitivamente em 2005.

Em Grand Stan, como sempre, sua performance é uma sutileza só. Não tem aquela história de soltar umas bombas só para dizer que é o líder da banda. O clima cool mantido pelos sopros também é sensacional - Rosolino, Kamuca e Candoli destilam sensibilidade em seus fraseados e nas vozes por eles harmonizadas. Clark e Vinnegar também conhecem o caminho das pedras. Aliás, eles são encarregados de, com Levey, manter as pedras nos devidos lugares para que a música flua sem atropelos. Pode comprar que é satisfação garantida.
Ouçam ali no podcast Quintal do Jazz
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