Deixemos a inveja de lado: não toco, mas tenho ouvido bastante - e muita coisa boa, destaque-se. Um dos últimos discos a que dediquei maior tempo foi Watkins at large, gravado pelo baixista Doug Watkins em 1956. É um daqueles discos que podem agradar até o Predador, nosso xiita intergalático. domingo, 15 de fevereiro de 2009
Doug Watkins
Deixemos a inveja de lado: não toco, mas tenho ouvido bastante - e muita coisa boa, destaque-se. Um dos últimos discos a que dediquei maior tempo foi Watkins at large, gravado pelo baixista Doug Watkins em 1956. É um daqueles discos que podem agradar até o Predador, nosso xiita intergalático. quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Clifford Jordan & John Gilmore
Pois bem, em 1957 dois jovens tenoristas - Clifford Jordan e John Gilmore - foram lançados às feras (que não estavam ali para brincadeira). Ambos são frutos (de acordo com as liners notes) do programa musical desenvolvido por Walter Dyett (mentor de feras como Ammons, Nat Cole e Benie Green) na escola DuSable, de Chicago. Ou seja, os meninos tinham sido muito bem assessorados e foram para a arena prontos para o embate. O resultado é mais do que bom, se considerarmos a juventude dos solistas, e está registrado no disco Blowing in from Chicago.domingo, 8 de fevereiro de 2009
Jazz contemporâneo?
Mas, dia desses, encontrei outro cd, de outro saxofonista, que, ao meu ouvido, soou com toda a força de uma boa apresentação ao vivo, mesmo sendo um disco de estúdio (destaque-se: eu não assisti o show). Refiro-me a James Carter. O disco é JC on the set, gravado em 1993, tendo como sidemen Craig Taborn (Piano), Jaribu Shahid (Bass) e Tani Tabbal (Drums) - músicos que, vocês ouvirão, impõem respeito.quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Bennie Wallace - o retorno.
O disco é Sweeping through the city, gravado com a companhia do trombonista e maluco Ray Anderson, mais Scofield, Mike Richmond (bass), Dennis Irwin (bass na faixa 7) e Tom Whaley (drums). De quebra, ainda rola o grupo vocal gospel The Wings Of Song. domingo, 1 de fevereiro de 2009
Swinging with Jimmy Knepper
O nome do disco é A swinging introduction to Jimmy Knepper, gravado em 1957. O time que o acompanha nesse exercício introdutório ao swing, um dos pilares do jazz, é de primeiríssima linha: Gene Roland (tp, nas faixas 5, 7, 9), Gene Quill (sax alto nas faixas 1-4, 6, 8 ) , Bob Hammer (piano nas faixas 5, 7, 9), Bill Evans (piano nas faixas 1-4, 6, 8), Teddy Kotick (b) e Dannie Richmond (ds).sábado, 31 de janeiro de 2009
Hubbard: veio para ficar!
Salsaroca, meu filho, não vá fazer como o CD e se escafeder no meio da floresta. Espero que continuemos nossa parceria jazzística e blogueira. Ah, e não saia por aí dizendo que eu sou fã de fusion. Eu até gosto de alguma coisa, mas minha discoteca dessa vertente é mínima. Agora, por exemplo, eu não estou ouvindo fusion, mas um dos músicos que deu uns bons palpites nessa área: o finado Freddie Hubbard.
Imagina só esse camarada, com algo aí pelas bandas dos vinte anos, despencando de Indianapolis direto para New York para encarar os grandes monstros de jazz? É óbvio que ele não amarelou. Logo, logo, ele se mostrou como sendo um deles, uma fera entre as feras. Aos vinte e quatro anos gravou um trabalho interessante, com a marca de um músico seguro, cujo título já dizia tudo: Here to stay. Veio, ouviu, tocou e convenceu. O seu sopro claro não nega a estirpe brass do seu instrumento. O moleque mandava muito bem.
Nesse disco, ele está acompanhado por Shorter (tenor), Walton (piano), Workman (baixo) e Joe Jones (bateria). Sonzeira hard para ninguém botar defeito (o Predador, talvez). Deixarei a faixa de abertura, um filé ao ponto e bem condimentado composto em homenagem ao baterista da banda: Philly mingnon. Pode pedir que o serviço é de primeira.
Link: HERE!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
The Bud Shank Quartet
Enquanto isso não acontece ficarei por aqui mesmo ouvindo o quarteto de Bud Shank, gravado em 25 de janeiro de 1956. Destaque-se a capa muito bem transada (daquelas que dá vontade de mandar estampar numa camisa). Bud é um cara cool. Sua sonoridade está ali pelos lados de Pepper e Desmond, com um sopro sem muitas arestas, frases curtas mas veementes, e muito, muito feeling. Destaque-se que aqui ele também encara a flauta (para mim, esse é um fator que reduz um pouco o valor do disco - prefiro Bud encarando o sax alto). terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Sunny side up
Lá estava eu, confuso e difuso (como mostra a foto) na bela natureza, sendo tragado pela praia no quintal da casa do bom camarada Fernando. Tudo bom. Música, bebidas, comidas e amigos. Retornei para casa na tarde quase noite de domingo em tempo para assistir o flamengo jogar. Aí começa o retorno ao real - ou do real, como preferirem. Time meia-bomba. Mas o real mesmo me esbofeteou na segunda de manhã: carro arrombado. Meu carro que nem tocadisco tem. Na garagem de prédio. Só o meu. Meu equipamento de som, que deixo no porta mala, todo espalhado. Sabiam, pois. Bem informado, o lalau. Mas alguém, desavisado, deve ter chegado e assustou o larápio. Isso aconteceu no domingo de manhã e os vizinhos nem tchuns para a esbórnia no meu carro.
Antes de saber o que já havia acontecido, eu fiquei ouvindo alguns discos que há muito eu não ouvia. Um deles foi o Sunny side up, do altoísta Lou Donaldson. Disco agradável gravado em duas sessões no mês de fevereiro de 1960. Gostei um bocado da performance do trompetista Bill Hardman, de sopro honesto e eloquente. O pianista Horace Parlan também marcou bem ali no meio do campo, distribuíndo as jogadas e se atacando. Sam Jones, vocês sabem, não é de deixar a bola cair e sabe conduzir bem o ritmo da coisa. Laymon Jackson, que substituiu Sam em algumas faixas, manteve bem o andamento. E Al Harewood, o baterista, também não é de brincadeira e não deixou nada passar. Segurança completa na cozinha.domingo, 25 de janeiro de 2009
São João Coltrane
Um dos discos que me fizeram companhia foi o Settin' the pace, de São João Coltrane, que, como nos alerta as notas da contracapa do cd (eu tenho o lp), não se trata do tema imortalizado pelas interpretações de Dexter Gordon e Leo Parker. O título refere-se ao lugar ocupado no cenário jazzístico pelo genial Coltrane: ele estava realmente marcando um novo rítmo, impondo sua marca entre os jazzistas e os apreciadores desse estilo musical.Caminho das pedras: Here
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Red Garland
Antes de içar velas, deixarei mais um disco do grande pianista Red Garland. Um daqueles gravados no final dos anos cinqüenta (57, para ser exato) que o Predador disse ser dos melhores gravados por Garland, a saber, All morning long.