domingo, 10 de outubro de 2010

Mais um petardo de Cannonball

Entre os diversos discos de Cannonball Adderley que eu possuo existe um pelo qual tenho especial apreço: Takes charge, gravado em 1959, quando ainda estava trabalhando para a Riverside, mas que foi editado pela Capitol.

Nesse disco, encontra-se um Cannonball com uma sonoridade mais aveludada, com fraseado lírico mas sem perder a verve de bopper. Não tem como não se comover ouvindo a bela balada I guess I'll hang my tears out to dry, nem como não balançar ao som de Barefoot sunday blues. Esse é um daqueles discos que a gente ouve de cabo a rabo sem reclamar. Mandei, agora a pouco, as sete faixas e mais as duas alternates sem tirar o ouvido da radiola.

Ao seu lado, mantendo o clima desse belo disco, estão Wynton Kelly (piano), Paul Chambers e Percy Heath (revezam-se na administração do baixo), Jimmy Cobb e Albert "Tootie" Heat (dividindo a bateria).

Curtam as três primeiras faixas ali na radiola.

Link: Avax


10 comentários:

John Lester disse...

Mestre Salsa, este eu não conhecia... Só resta agradecer a dica. E que cozinha é essa???

Grande abraço, JL.

Salsa disse...

Nâo é tão boa quanto aquela que a gente encontra na Casa Bonita, mas dá pro gasto.
Aliás, bem que a gente podia beber um pulenta estate (sauvingnon blanc) ou um bordeaux no próximo sábado (depende do cardápio)...

PREDADOR.- disse...

Levando-se em conta os títulos da maioria das músicas, acreditamos, antes de ouvir, tratar-se de um disco completamente "baladoso". Lêdo engano, Cannonball dá um tratamento diferenciado aos temas, numa mandada tipo "pau dentro", tornando o álbum sensacional,com a vantagem ainda de ser acompanhado por uma "cozinha" nota dez. Ótima indicação mr.Salsa

pituco disse...

mr.salsa,

que som é esse???...mamma mia, piramidal...na próxima reencarnação quero tocar assim...o time inteiro é de campeão...

valeô a dica
abraçsons

Salsa disse...

Prezados Predador & Pituco,
Essa também foi a minha reação quando ouvi pela primeira vez. É um disco excelente.

Érico Cordeiro disse...

Uma overdose canibalesca - ou seria cannonballesca?
O banquete sonoro nunca termina e esse disco é um petardo!
Agora, fico até com receio de perguntar ao Predador o que seria um disco "tipo pau dentro".
Valeu Mr. salsa - e salut!

PREDADOR.- disse...

Permita-me mr.Salsa, passar uma mensagem para mr.Cordeiro que, no post acima, demonstrou receio de perguntar-me o que seria um disco tipo "pau dentro". Explico, sem receio: como disse acima, se você sòmente olhar as faixas do disco Take Charge, sem ouví-las, concluirá que são baladas. Mas não; são todas, do começo ao fim (com exceção, se não me engano, da faixa 2) em andamento rápido(3/4 e acima). Então, andamento rápido do começo ao fim das músicas = "pau dentro".

Rafael disse...

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Guzz disse...

grande salsa
mandou pra caixa !

lembro quando ouvi meu primeiro do Cannonbal ao vivo no Japão (1966) e tinha o Zawinul ao piano, o que me deixou mais impressionado - Zawinul tocando piano ?? Pois é, discão !

e esse aí do post eu não tinha na vitrola, já devidamente providenciado

abs,

Salsa disse...

Prezado rafael,
Quando eu for a Brasilia conferirei a dica.
Grande Guzz,
Eu tenho esse com Zawinul pilotando o piano (acho que tem outros). Você recebeu meu email?